Fazenda
de café no sul de Minas Gerais. O café foi
plantado inicialmente no Rio de Janeiro e no sul
de Minas, especialmente no vale do rio Paraíba
entre Rio e São Paulo, e dependia do trabalho
escravo. Quando a economia escravocrata entrou em
crise em meados do século XIX, os agricultores
em São Paulo incentivaram a imigração
européia, especialmente de trabalhadores portugueses,
espanhóis e italianos, que chegaram em grandes
números. As plantações de café se
espalharam para o norte e oeste de São Paulo
e para o Paraná e houve a necessidade de uma
estrada de ferro e uma infraestrutura de portos para
exportar eficientemente o produto. Os portos do Rio
de Janeiro e Santos em São Paulo floresceram
e o café permaneceu o carro-chefe da economia
brasileira até a década de 60. Hoje
a exaustão e a erosão da terra levaram
o café ao noroeste do Paraná (especialmente
próximo a Londrina, Mato Grosso e novas áreas
em Minas Gerais). No lugar do café, São
Paulo desenvolveu colheitas mais estáveis
e mais lucrativas para a exportação.
São Paulo é atualmente o maior produtor
de cana-de açúcar e de laranja do país
(o suco de laranja congelado é um dos principais
produtos de exportação), mas quantidades
grandes de algodão, arroz, amendoins e soja,
além de outras colheitas são cultivadas.
Diversas cidades pequenas e de tamanho médio
tais como Ribeirão Preto, Limeira, Jaú,
Jundiaí. ou Campinas floresceram nestas áreas
agriculturais. Algumas, como Campinas e Jundaí,
tornaram-se também centros industriais importantes.
Atualmente, Minas Gerais e Paraná são
os dois maiores produtores de café, e apesar
do fato de que o Brasil ainda é o maior exportador
do mundo, o produto é responsável por
menos de 10% da receita de exportação.